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Os tavares de Galizes

    Francisco Tavares, criado de D João II, é o primeiro senhor e administrador régio em Galizes, e o mais antigo que se consegue encontrar dos Tavares de Galizes [1470? -?], não se sabendo   muito dele,    tendo   dois filhos a destacarem-se :     - 2 – O capitão-mor, Pedro Tavares «o Velho» com a sua descendência e o Tristão Tavares. Calculando-se o nascimento de PEDRO TAVARES depois de 1500. Casado com CATARINA ÁLVARES BRANDÃO (veio a ser tia do Inquisidor João Álvares Brandão), filha de João Álvares Brandão, senhorio Travanca de Lagos, terra onde nasceu, e de e Isabel Anes, nascida em Oliveira do Hospital, neta paterna do senhorio de Midões, Álvaro Afonso Brandão, e de Catarina Vaz de Travanca Lagos, neta materna de João Rodrigues «o Seco», senhorio de Vila Chã (Seia).   PEDRO TAVARES e CATARINA ÁLVARES BRANDÃO, gente abastada, descenderam Pedro Tavares, o Novo , (Obitt 10-12-1622) Escudeiro-fidalgo, Capitão de milícias de N...

Puta

   puta   Puta,   era uma deusa menor da agricultura, que durante as festividades da primavera, no início de cada ciclo de vida agrícola, presidia não só ao amanhar da terra, à poda das árvores, mas também ao poder de julgar, de ordenar, de representar, em suma, de manifestar o desejo de abundância.       O culto à deusa Puta ocupa esse espaço deixado pelas Bacanais. Durante estas festividades à deusa Puta, exercidos principalmente por mulheres jovens, faziam de conta que podavam (putare[16]) ao mesmo tempo que empunhando ramos de oliveira dançavam em êxtase em arrebatamentos sagrados entregando-se aos prazeres carnais em honra da deusa. Por fim, acreditavam que os filhos nascidos destes ocasionais encontros eram os filhos da Puta que, porventura, teriam um futuro brilhante.   As Bacanais, rituais destinados inicialmente somente a mulheres, cedo se tornaram tão populares em Roma que as festividades descambaram em desordem socia...

A minha Genealogia desde 1828

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       Quanto aos meu  oito trisavós,  que adquiriram os seus  terrenos no Campo de Lourosa   em hasta publica  no ano de  1836,   tornando-se  pequenos  e médios proprietarios rurais:   Domingos Nunes e  Maria Quaresma , cogominada Cabeçadas,  por ser natural  da aldeia com  esse nome.                  Manuel Fernandes *Vilela, Nogueira do Cravo casado com   Ana Leal  de Lourosa.       José Alves Talisca casado com  Josefa Rosa é de uma familia dos Taliscas de São  Martinho da Cortiça.          João Fernandes casado com Carolina da Conceição, segundo  o certificado de óbito  da paroquia  de Lourosa , sao proprietarios  de herdades, sao de origens  das  terras do Dão.             O meu trisavô Jos...

As récitas Populares

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  As récitas Populares   «Tu julgas ser mais do que eu   Por teres mais olivais? Debaixo da campa fria   Todos nós somos iguais».   «Quem é pobre, sempre é pobre, Quem é pobre nada tem ; Quem é rico, sempre é rico, E às vezes não é ninguém».   «Não há nada como a morte   Pr’acabar a presunção, Com quatro varas de chita E sete palmos de chão».   «O dinheiro e mais dinheiro   Faz a paz e mais a guerra ; Belos condes e marquezes, Em morrendo, tudo é terra».             ******** «Homem rico tem dinheiro, O pobre também n’o tem ; O rico gasta o que quere, O pobre gasta o que tem».   Vou para a   arrenda do milho é:    sacha com amontoa.   andava uma orquestra dispersa a sachar os milharaes Minha mãe, case-me cedo, Enquanto sou rapariga, Que o milho sachado tarde Não dá palha, nem espiga.     ...

Récitas Populares

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  As récitas Populares ouvidas na Beira Interior  Chanfana  Coja Coja Tricana                                                 Tricana e Frutica    «Tu julgas ser mais do que eu   Por teres mais olivais? Debaixo da campa fria   Todos nós somos iguais».   «Quem é pobre, sempre é pobre, Quem é pobre nada tem ; Quem é rico, sempre é rico, E às vezes não é ninguém».   «Não há nada como a morte   Pr’acabar a presunção, Com quatro varas de chita E sete palmos de chão».   «O dinheiro e mais dinheiro   Faz a paz e mais a guerra ; Belos condes e marquezes, Em morrendo, tudo é terra».             ******** «Homem rico tem dinheiro, O pobre também n’o tem ; O rico gasta o que quere, O pobre gasta o que tem».   Vou p...

Expressões beirãs

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       Expressões   beirãs     «Quem tem vinha em mau lugar, aos olhos vê seu mal». Sem teres nem haveres – não tinha nada «Comprar à cala ou tomar à cala: — comprar a olho   (tomar a mulher em Camisa) — recebê-la em casamento sem dote.   «Andamos neste mundo para nos ajudarmos uns aos outros.»   Os que não dão ajuda: Dão-se ajudas com o freio, o bridão e as pernas, além da voz, o assobio e o chicote.»   Contar os dentes dos cavalos a fim de determinar qual a sua idade Dar a vontade – prever o futuro. Fonte: D. Duarte, 1942, p. 146. LR Dar ao cabo – voltar para trás. Fonte: D. Duarte, 1986, p. 133. AR De so criaçom – da   sua criação Decoada – cinzas fervidas em água, com a qual se limpa o estanho, a prata e a madeira. Deixar as esperanças em agraço (frustrações) Departidas cousas – diferentes coisas ou várias coisas Deposla perfeiçom – atrás da perfeição. Desagraciados – que não tem graça. ...

Dicionário Beirão

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  Dicionário Beirão     Alavoeiro — Beira Baixa — ajudante do pastor. Alpiche — Beira Alta — água de vegetação da azeitona, carregada de albumina e de matéria negra e amarga, resultante da acção da água das chuvas e mesmo do orvalho e dos princípios amoniacais que contêm, sôbre o oleo e que com êle saem na espremedura Alvado — lugar do cortiço Alvarelhos — bagos de uva Alvergue ou Alguergue   — diz-se assim o prato da prensa que espreme o bagaço da azeitona. Abegão - Caseiro que tem a seu cargo a lavoura e a abegoaria de uma propriedade agrícola. Amussar — o mesmo que estorcegar o linho. Aguadeiros — o mesmo que lagueiros Alavão — conjunto de cabeças de gado lanígero, de diferentes proprietários, de que um dado pastor toma conta e pastoreia em pascigos que arrendou na serra de S. João ou nas de S. Macário, Montemuro, da Nave, etc., e onde êsse gado se conserva até ao fim de Agosto, mediante certa quantia por cabeça, paga pelo dono respectivo — 1...

Esta minha história não é mais que uma passagem do tempo dentro da natureza com acontecimentos ainda vivos a evocarem o que vou escrevendo no presente.

       Esta minha história não é mais que uma passagem do tempo dentro da natureza com acontecimentos ainda vivos a evocarem o que vou escrevendo no presente.   As viagens às minhas origens. A viver em Lisboa desconhecia a vivência do campo e dos caminhos intransitáveis onde raramente se encontrava vestígios da existência humana.     O que temos de mais característico é o nosso estado de espirito. É estranho quando sentimos a impressão de que voltamos ao passado com recordações repentinas, que é um fenómeno comovente, extraordinário e incompreensível, evocado em silêncio!   

Vila de Avô

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      Miradouro da Vila de  Avô  construído no mês de Janeiro de 1959. As minhas Citações  improvisadas nas Varandas de Avô.  Das varandas de Avô vê-se acentuar um desfiladeiro com hortejos e o rio Alva serpeante, correndo por contínuos meandros…         As varandas de avô proporcionam uma vista sobre uma extensa área coberta de porte arbóreo onde se destaca na sua envolvência, e que adquire uma variação de tons singular, consoante as estações do ano, em contraste com o verde constante da vegetação que a rodeia. Forasteiro madrugador a uma varanda alinhada com a graça da exibição de uma paisagem do primeiro espreguiçar da doce manhã. Dos terraços romanos, escondidos harmoniosamente ao longo de seculos de onde poucos viram o que se abria aos seus pés. As serras vão dando vez a um vale onde predomina o deleite dos olhos: Aldeia que todavia brilhou de brancura, e a luminosidade do apanágio Beirão. Chaminés superlativam es...

Casal de abade

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  Casal de abade         A primeira referência de Casal de abade remonta do seculo XVIII com um conjunto de propriedades demasiado imprecisa de um oriundo do local com interesses económicos, ou eclesiástico que ali residia em comunidade,   tendo em sua posse os bens de um   abadiado,   à semelhança de tantos outros administradores   que afora os   bens que   se   encontravam   distribuídos pelo Moesteiro de S. Pedro de Folques a   outros   núcleos patrimoniais. Poderia também ser um   “Regedor do Moesteiro de Folques”, que chamavam abade. Exemplos bens que se encontravam distribuídos pelo Moesteiro de S. Pedro de Folques:     - A 23 de Outubro de 1544, nas “Crastas e Cabido”, o referido feitor Tomé Curado emprazará, em nome do Mosteiro, certas casas, em Vila Cova do Alva, a Inês Sebastiães, filha de Sebastião Pires.   D. Luís Carneiro, “Regedor do Moesteiro de Folques”, uniu-se formal...
  Propriedades vendidas em hasta pública (1835) foram compradas por famílias abastadas que detinham o poder da aquisição das terras e animais de trabalho.     (retirado da Biblioteca de familia )   As propriedades dos condes bispos de Arganil que estavam divididas em grandes quintas, compradas por gente abastada, que permitiam o desenvolvimento dos seus terrenos arroteando aos mais pobres, sem terras, o cultivo e preparação de parcelas em troca de um quinhão das colheitas. Quase todos os camponeses arrendatários sabiam tosquiar, fiar, cardar, tecer e pisoar.   As actuais vilas e aldeias da serra do Açor pertenciam aos Bisos Condes de Arganil.     Parte integrante do processo cíclico da agricultura, a fertilização realizava-se como estrume dos animais e com os rebanhos que faziam transumância entre as serras e as regiões onde houvesse pasto fresco.       O termo de Lourosa foi terra de agricultores, de lenhadores...